Pequi

Caryocar coriaceum
Família: Cariocaraceae
Nomes comuns: piqui, pequi
Parte utilizada: polpa do fruto

Descrição e habitat
Árvore arbustiva que pode atingir os 10 metros de altura, floresce de Junho a Outubro e frutifica em Janeiro. Suas folhas, ricas em tanino, fornecem uma substância tintorial que é utilizada pelos tecelões.

O óleo de pequi é obtido a partir da polpa do fruto segundo um método artesanal. São necessários perto de 1000 frutos para se obter 1 litro de óleo. Esta variedade de Pequi é comum no nordeste do Brasil, onde ela compõe a rara vegetação. O corte e comercialização da madeira de pequi são interditos em todo o território brasileiro desde 1987 pois ela é considerada como fazendo parte do património ecológico nacional.

Utilizações tradicionais
O pequi é utilizado na preparação de um licor caseiro. Ele também faz parte da cultura culinária do Cerrado (região semi-árida do nordeste do Brasil). O seu óleo é utilizado de forma corrente na medicina popular regional, adicionado ao mel para combater as gripes, bronquites e outros males que afectam o aparelho respiratório.

Utilizações actuais e princípios activos
Além do aspecto medicinal, o óleo é empregado na indústria cosmética para a fabricação de cremes e sabonetes pois ele amacia a pele seca e protege a pele do envelhecimento precoce.

É uma fonte importante de carotenóide, principalmente de zeaxantina, que filtra o espectro de luz azul e neutraliza os radicais livres gerados pelas radiações solares. O óleo de pequi melhora a tolerância ao sol agindo como uma protecção ao ultravioleta.
Seu excepcional perfume frutado o torna um produto procurado pela cosmética.