Cumaru

Dipteryx odorata

Família: Fabaceae

Nomes comuns: cumaru, fava de tonka

Parte utilizada: semente

Descrição e habitat
O cumaru é uma grande árvore da floresta tropical, que pode atingir os 30m de altura.
É encontrado nas florestas tropicais do Brasil, Venezuela, Guiana, Guiana francesa, Suriname, Peru e Colômbia. O género Dipteryx compreende 10 espécies de arbustos e árvores apenas presentes na parte tropical do continente americano.
O cumaru produz uma semente cuja cor varia do cinza ao negro, de 2-5cm de comprimento e aproximadamente 1cm de diâmetro e é vulgarmente chamada de “fava tonka”.
A semente de cumaru é constituída de 30 a 40% de óleo gordo amarelo claro, muito perfumado, que oxida rapidamente em contacto com o ar. São necessários, em torno, de 12 kg de sementes para obter-se 1L de óleo.

Utilizações tradicionais
As sementes de cumaru são utilizadas pelos povos amazónicos há séculos. Elas são mantidas em água-ardente e empregadas em caso de mordedura de cobra, cortes, contusões, constipação, reumatismo e para lavagens. Em caso de dor ou infecção, gotas do óleo extraído das sementes, são aplicados nos ouvidos.
Na fitoterapia brasileira actual, o cumaru é considerado como tendo propriedades anti-espasmódicas, emenagogas, cadio-tónicas e anti-asmáticas.
A semente, que tem um odor próximo do da baunilha, há muito é empregada em perfumaria, cosméticos e para aromatizar tabaco e alimentos.
As sementes são, geralmente, conservadas em água-ardente depois de secas ao ar livre. Isto provoca a formação de cristais de cumarina na superfície das sementes, dotando-as de um aspecto “gelado”.


Utilização actual e princípios activos
Hoje o óleo de cumaru é principalmente empregado para a fabricação de perfumes e cosméticos e para aromatizar alimentos.
As sementes de cumaru podem conter, em média, 1 a 3% de cumarina porém, algumas podem revelar teores muito superiores, próximo dos 10%.